quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Como escovar os dentes de uma pessoa acamada


Escovar os dentes de uma pessoa acamada e saber a técnica correta para o fazer, além de facilitar o trabalho do cuidador, também é muito importante para evitar o desenvolvimento de cáries e outros problemas da boca que podem causar sangramento das gengivas e piorar o estado geral do paciente.
É aconselhado escovar os dentes depois de cada refeição e após utilizar remédios orais, como comprimidos ou xaropes, por exemplo, pois a comida e alguns medicamentos facilitam o desenvolvimento de bactérias na boca. No entanto, o mínimo recomendado consiste em escovar os dentes de manhã e à noite. Além disso, deve-se utilizar uma escova de cerdas macias para não causar feridas na gengiva da pessoa acamada.
É necessário apenas uma pessoa para escovar os dentes da pessoa acamada, porém, caso o paciente seja capaz de escovar os dentes deve-se deixá-lo fazer o máximo possível dando apenas o apoio necessário para que se sinta confortável.

Material necessário para escovar os dentes

O material necessário para escovar os dentes de uma pessoa acamada inclui:
  • 1 escova de cerdas macias;
  • 1 pasta de dentes adequada ao paciente;
  • 1 bacia vazia;
  • 1 toalha pequena.
Caso o paciente não apresente todos os dentes ou tenha uma prótese que não é fixa, também pode ser necessário utilizar uma espátula com uma esponja na ponta, ou compressas, para substituir a escova na limpeza das gengivas e das bochechas, sem magoar.
Além disso, também pode ser utilizado fio dental para retirar os resíduos maiores antes de escovar os dentes, permitindo uma higiene bucal mais completa.

4 passos para escovar os dentes de uma pessoa acamada

Antes de começar a técnica para escovar os dentes da pessoa acamada deve-se sentar o paciente na cama ou levantar as costas com uma almofada para evitar o risco de engasgamento com a pasta de dentes ou saliva.

1. Coloque a toalha sobre o peito do paciente e a bacia vazia no colo, para que a pessoa possa jogar fora a pasta se necessário.




2. Passe cerca de 1 cm de pasta de dentes na escova, o que corresponde ao tamanho da unha do dedo mindinho.



3. Lave os dentes do paciente por fora, por dentro e por cima, não esquecendo também de limpar as bochechas e a língua.


4. Peça ao paciente para cuspir o excesso de pasta de dentes para a bacia. Porém, mesmo que a pessoa engula o excesso de pasta, não há qualquer tipo de problema.
Nos casos em que o paciente não tem capacidade para cuspir ou não tem dentes, a técnica de escovagem deve ser feita substituindo-se a escova por uma espátula com uma esponja na ponta e a pasta de dentes por um pouco de antisséptico bucal, como Sepacol ou Listerine, misturado em 1 copo de água.

Como limpar a dentadura de uma pessoa acamada

Para escovar os dentes de uma pessoa acamada com dentadura deve-se retirar a dentadura da boca do paciente e lavá-la com uma escova de cerdas mais duras e pasta de dentes para retirar toda a sujeira. Depois deve-se passar a dentadura por água limpa e voltar a colocar na boca do paciente.
No entanto, nunca se deve esquecer de limpar as gengivas e bochechas do paciente com uma espátula, com uma esponja macia na ponta, e um pouco de antisséptico bucal diluído em 1 copo de água, antes de voltar a colocar a prótese na boca do paciente.
Durante a noite, caso seja necessário remover a dentadura, deve-se colocá-la dentro de um copo com água limpa sem acrescentar qualquer tipo de produto de limpeza ou álcool. A água deve ser trocada todos os dias para evitar o acúmulo de micro-organismos que podem infetar a dentadura e provocar problemas na boca.

Fonte: Tua Saúde, Manuel Reis

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Como beber vinho sem manchar os dentes

Tomar água junto com a bebida alcoólica e manter a higiene bucal em ordem faz com que os pigmentos não impregnem no dente.

Um bom vinho tinto é sempre uma boa pedida. Mas a ingestão dessa bebida requer alguns cuidados, inclusive quando o assunto é saúde bucal. Isso porque o vinho tem em sua composição alguns pigmentos altamente nocivos ao esmalte dental.
Foto: Darren Baker / Shutterstock / Terra Saúde

Os vinhos tintos têm uma acidez que contribui para a desmineralização dos dentes e permite uma adesão dos pigmentos naturais da bebida.


“Os vinhos tintos possuem uma acidez que contribui para a desmineralização dos dentes e permite uma adesão aos pigmentos naturais da bebida (como o tanino) com mais facilidade”, diz a nutricionista Dayany Araújo Farias, coordenadora clínica do Hospital Nove de Julho. Para o cirurgião-dentista especializado em estética, Antônio Salomão Braz, o álcool presente nos vinhos é outro ponto que prejudica o sorriso, e não só o esmalte dentário. “O álcool e a acidez do vinho podem diminuir a quantidade de saliva (em até 30%), atrapalhando o processo de limpeza da boca e, em alguns casos, causar sensibilidade nos dentes”, afirma. Segundo a nutricionista, tomar água junto com o vinho é uma boa dica para que a saúde bucal não seja prejudicada. “A água ingerida junto com o vinho diminui a acidez responsável por facilitar a adesão da pigmentação nos dentes além de fazer o papel de hidratante da mucosa da boca, auxiliando na remoção de resíduos alimentícios”, diz.Outra dica simples e fácil é sempre manter uma boa higiene bucal. “Se você já tem o costume de escovar os dentes três vezes ao dia e usar fio dental não há muito com o que se preocupar. Quando os dentes estão limpos eles ficam com suas superfícies lisas, o que dificulta que os pigmentos do vinho grudem na sua estrutura”, afirma Antônio. 

Outros alimentos que mancham os dentes - Mas não é só o vinho tinto o grande vilão dos dentes brancos. Existe no mercado uma porção de alimentos e bebidas que, se ingeridos com exagero, podem prejudicar a beleza do sorriso. “Refrigerantes, sucos de caixinha, molho shoyo, catchup, café, chá mate e açaí são alguns exemplos de alimentos a serem evitados. Alguns corantes presentes neles são artificiais e não possuem valor nutritivo nenhum”, diz a especialista.
Fonte: Terra Saúde

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Chicletes que protege os dentes?

Encontrado especialmente em algumas marcas de chicletes, um tipo de adoçante combate as bactérias causadoras da cárie e ainda é 40% menos calórico que o açúcar.


Já pensou se existisse uma espécie de açúcar natural bem menos calórico do que o que já conhecemos e ainda amigo da saúde bucal? Pois ele existe e chama Xilitol! Encontrado na natureza, esse adoçante também é produzido pelo corpo humano (de 5 a 15 gramas por dia) e ajuda a combater a cárie!


Foto: Mike Flippo / Shutterstock/ Terra Saúde



Pesquisas científicas indicam que o uso do Xilitol em gomas de mascar pode reduzir a quantidade de Streptococcus mutans e de placa bacteriana


“Ele é extraído, para produção industrial, de diversos tipos casca de árvores, mas também é encontrado em plantas, em frutas como uva e morango e em vegetais como alface, cebola e cenoura O seu gosto e aparência são bastante semelhante a sacarose (açúcar de mesa) porém, 40% menos calórico”, diz Marcos Moura, cirurgião-dentista e diretor executivo da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).


Xilitol x cárie

Como se as informações acima já não fossem suficientes para amarmos o Xilitol, ele ainda oferece mais. Esse adoçante tem o poder de inibir o crescimento da bactéria Streptococcus mutans, principal causadora da cárie.Para comprovar essa teoria, um estudo de Belize resolveu testar a ação desse adoçante.

Assim, três grupos de crianças foram formados. Para um, eles ofereceram chicletes com o Xilitol, para o segundo, gomas de mascar com outros tipos de adoçante e por fim, analisaram um terceiro grupo sem chiclete nenhum.

O resultado mostrou um risco de cáries 70% menor no grupo que consumiu a goma com Xilitol em relação ao grupo que não consumiu nenhum chiclete. E esse mesmo risco foi cerca de 50% menor do que o do grupo que consumiu chiclete com sorbitol (o outro tipo de adoçante)

Xilitol + Chiclete

Depois dessa pesquisa, não é a toa que essa substância tem sido encontrada em muitos chicletes por ai. “Pesquisas científicas indicam que o uso do Xilitol em gomas de mascar pode reduzir a quantidade de Streptococcus mutans e claro, de placa bacteriana. Pois, além dos efeitos já citados do adoçante, o ato de mastigar chicletes aumenta o potencial de remineralizaçāo dental em virtude do estímulo do fluxo salivar”, diz o especialista.
A saliva, quando é produzida em boa quantidade e qualidade, desempenha diversas funções, principalmente a de “detergente bucal”, que favorecem uma boa saúde bucal e um bom hálito.

Xilitol + Flúor

Os benefícios do Xilitol são tantos que seu poder está sendo comparado até ao do flúor. “Estudos já mostram que a remineralizaçāo proveniente do xilitol possui magnitude semelhante à conferida pelo flúor”, diz Marcos. Assim, a combinação Xilitol e flúor parece ser mais um sucesso do adoçante.

Segundo Marcos, a inclusão do Xilitol em cremes dentais com flúor, após 3 anos de uso, resulta em 12% de redução de cáries comparado com o uso de um creme dental somente com flúor.

Outros benefícios

E ele já pode ser usado em outros departamentos também. “Ele tem aprovação para uso em alimentos e produtos farmacêuticos como xaropes para tosse, pastilhas para garganta e multivitaminas mastigáveis infantis, pois, por ser um terço menos calórico que o açúcar comum acaba sendo uma alternativa até para os diabéticos”, diz o especialista.

Sem substituição

No entanto, é importante que se diga que, apesar de todos esses benefícios, o consumo ou uso do Xilitol nunca poderá substituir uma boa higienização bucal.“As propriedades benéficas do ato de mascar o chiclete com xilitol só serão de fato positivas em uma boca saudável e livre de excesso de placa bacteriana. Ele jamais poderá substituir uma correta higiene bucal feita pela escova de dente, fio dental e limpadores de língua”, diz o especialista.


Fonte: Terra Saúde, Agência Beta.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Bactérias bucais podem provocar coágulos sanguíneos


Bactérias bucais que entram na corrente sanguínea são capazes de causar coágulos sanguíneos e iniciar uma infecção do revestimento interno do coração, dizem pesquisadores do Colégio Real de Cirurgiões da Irlanda e da Universidade de Bristol. O achado valida ainda mais a importância da escovação e do uso de fio dental para “manter essas bactérias sob controle”, diz Helen Petersen, Ph.D. da Universidade de Bristol, que apresentou a pesquisa na conferência da primavera da Sociedade de Microbiologia Geral em Dublin (março 2012).
A endocardite pode danificar ou destruir válvulas cardíacas e levar a complicações ameaçadoras à vida. A condição ocorre quando bactérias ou outros germes de outra parte do corpo – da boca, por exemplo – se disseminam pela corrente sanguínea e se fixam em áreas danificadas do coração.

O Streptococcus gordonii é um habitante normal da boca e contribui com a placa que se forma na superfície dos dentes. Porém, se as bactérias entrarem na corrente sanguínea através de gengivas que sangram, elas poderão iniciar uma destruição ao se disfarçarem de proteínas humanas.
Os pesquisadores descobriram que o S. gordonii é capaz de produzir uma molécula em sua superfície que lhe permite imitar a proteína humana fibrinogênio – um fator da coagulação. Isso ativa as plaquetas, fazendo-as se agregarem dentro dos vasos sanguíneos. Os coágulos sanguíneos indesejados envolvem as bactérias, protegendo-as do sistema imunológico e dos antibióticos que podem ser usados para tratar infecções. A agregação de plaquetas pode levar a crescimentos nas válvulas cardíacas (endocardite) ou inflamação dos vasos sanguíneos que podem bloquear o suprimento sanguíneo para o coração ou cérebro.

Um entendimento melhor da relação entre bactérias e plaquetas poderia finalmente levar a novos tratamentos da endocardite infecciosa, dizem os pesquisadores.
“No desenvolvimento da endocardite infecciosa, um passo crucial é a adesão da bactéria na válvula do coração e a ativação das plaquetas para formação de um coágulo”, diz Dr. Petersen. “Estamos, agora, estudando o mecanismo por trás dessa sequência de eventos, na esperança de podermos desenvolver novas drogas que são necessárias para evitar os coágulos sanguíneos e também a endocardite infecciosa.”.
A endocardite infecciosa é tratada com cirurgia ou fortes antibióticos, o que tem se tornado mais difícil, em razão da crescente resistência aos antibióticos.

“Cerca de 30% das pessoas com endocardite infecciosa morrem e a maioria necessita de cirurgia para substituição da válvula cardíaca infectada por uma válvula de metal ou de procedência animal”, diz Dr. Petersen.
“Nossa equipe agora identificou os componentes críticos da molécula do S. gordonii que imita o fibrinogênio, de forma que estamos mais próximos de sermos capazes de desenvolver novos compostos para inibir esse fato”, diz Steve Kerrigan, Ph.D., Colégio Real de Cirurgiões da Irlanda. “Isso evitaria o estímulo de coágulos sanguíneos indesejados”.

Fonte: http://www.colgate.com.br

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Porque os 40 não são os novos 30



"Esses dias uma colega me contou de uma cena de um filme, onde a menina diz em uma discussão: “High School is never over”, respondendo às provocações de que ela (a personagem) estava sendo infantil em seu posicionamento. O papo com minha colega era sobre a maturidade das pessoas (ou a falta dela). Maturidade de fato é um conceito complexo porque é difícil de ser mensurado. Mas, mesmo complexo, não é algo impossível de se entender.
Hoje escutamos muito “os quarenta são os novos trinta” e pessoalmente acho isso papo de quem tem medo de envelhecer. Eu entendo de onde vêm os medos da velhice, numa cultura onde a juventude é exaltada e onde aprendemos a jogar fora o que é velho, não existe espaço para encontrar beleza no processo de envelhecimento, ou melhor, amadurecimento. O próprio nome já é meio pejorativo, encontramos no dicionário a palavra “velho” junto à “obsoleto”, “antigo” o que nos dá a impressão que é algo que não tem utilidade.
Minha queixa com minha amiga era essa, muita gente que conheço não amadureceu e, pior, não parece querer amadurecer. 
Na época dos meus avós e meus pais os tempos eram outros e a sensação que tenho é que eram outros principalmente porque as pessoas amadureciam e viviam de acordo com sua idade. 


Com minha idade meus pais já tinham três filhos, casa própria, emprego e responsabilidade de gente grande. Assistindo uma TED talk esses dias sobre a longevidade descobri que biologicamente o organismo de um ser humano foi programado para viver aproximadamente 90 anos. Nesse espaço de tempo devemos viver a infância, adolescência e a mais longa fase da vida: a fase adulta.
A natureza é sábia, as fases da vida denotam ao que viemos. Para cada uma dessas etapas nosso organismo, nossos hormônios, nossa mente trabalham de maneiras bem específicas e de acordo com nossa idade. Então os quarenta, biologicamente falando, não são os novos trinta. E não há botox, exercício, nem cirurgia plástica que mude isso. 
Devemos adequar nossa mente ao nosso organismo para que possamos usufruir de todas as etapas da vida integralmente. Nesse sentido, acredito que envelhecer é um processo orgânico, útil e belo.
E, como muita coisa na vida, não existe uma fórmula que nos faça amadurecer. Acho que mais que tudo amadurecer é um processo interno de aceitação. Aceitação de nossas limitações e de da maneira com que nosso organismo vai se ajustando à elas. Não existe uma idade específica para isso, mas a impressão que tenho é que estamos invertendo etapas em demasia: enquanto adolescentes queremos ser adultos, enquanto adultos queremos ser adolescentes. Muitos dos adultos de hoje que conheço se comportam como crianças. E isso é perigoso para as futuras gerações, que crescerão sem referências de processos tão importantes como o amadurecimento e o envelhecimento.
O que tenho visto é exatamente o que a personagem do filme citada por minha amiga diz: “high school is never over”. E nesse pensamento vejo pessoas adultas que não saem das casas dos pais, pais que se comportam como os filhos, e principalmente pessoas que não assumem suas responsabilidades, se relacionam com os outros e tomam decisões da forma imprudente, algo que deveria ser natural apenas para os jovens.

É preciso aceitar que envelhecemos e fazê-lo com sabedoria. Hoje aprendi que é importante viver de acordo com a minha idade, fazendo escolhas e programas conforme meu organismo consegue absorver. Também aprendi que maturidade não tem nada a ver com emprego, conta bancária, status de relacionamento, maternidade ou paternidade. Acredito sim que a maternidade e a paternidade têm um poder enorme de transformar um ser humano e fazê-lo amadurecer, mas não é isso que tenho visto em muitos casos. Acho também que a maturidade chega de maneira diferente para cada um, suspeito que geralmente nos momentos mais difíceis da vida. Para mim, amadurecimento tem muito a ver com as porradas e os tombos que a gente toma na vida.
Digo tudo isso porque sinto que vivi por muito tempo como adolescente imprudente que fui, mesmo sendo dona do meu próprio negócio aos 24, mesmo saindo da casa dos meus pais aos 23, mesmo tendo viajado muito, morado em outros países, conhecido outras culturas e outros lugares. Isso tudo me fez crescer de várias maneiras, mas acredito que não o suficiente para tornar-me de fato adulta.
Mas acho que algumas coisas me fizeram crescer, a doença da minha mãe me fez crescer, a morte do meu pai me fez crescer, mudar de carreira, dar aula para crianças me fez crescer, e principalmente, assumir minha idade e querer viver por inteiro os meus 30 e poucos anos me fez crescer. O tempo passa para todos e mais rápido do que imaginamos, portanto aprendi a celebrar a minha idade e isso tem sido algo muito gratificante. Nesse contexto, acho que posso ser bem coerente em dizer que para mim High School is definitely over."
Excelente texto escrito por Tatiana Nicz, colunista do site http://www.contioutra.com.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Contenção Ortodôntica: higiênica ou tradicional?




  
Todos querem terminar o tratamento ortodôntico com um sorriso lindo e perfeito. A contenção ortodôntica fixa inferior é um dos artifícios utilizados para manter os dentes em posição após a retirada do aparelho fixo. Os dentes incisivos da arcada inferior costumam sair da posição com certa facilidade, por isso o uso de contenção fixa inferior é padrão para a maioria dos ortodontistas do mundo.
A contenção fixa é aquele fio metálico que o ortodontista cola na parte interna dos dentes inferiores da frente. Por ser colada por trás dos dentes, fica praticamente invisível enquanto garante que os dentes permaneçam em posição. Existem 2 tipos de contenções fixas: contenção reta ou ondulada (higiênica). Cada uma tem suas vantagens.


Contenção Ortodôntica Reta


A contenção reta é a mais simples. Um segmento de fio ortodôntico de aço inox (liso ou trançado) é adaptado e colado atrás dos 6 dentes anteriores inferiores, indo do canino do lado direito até o canino do lado esquerdo. Por isso é chamada de 3x3, por ser colada em 6 dentes). Alguns casos onde foram realizadas extrações de dentes inferiores o ortodontista faz a opção de colar 4x4, ou seja, de pré-molar à pré-molar. São casos específicos e o ortodontista saberá quando indicar este tipo de contenção fixa.
Para a colagem da contenção fixa são usadas pequenas porções de resina composta em cada dente, o mesmo material usado na colagem dos bráquetes. É importante que a quantidade de material seja suficiente para fixação da contenção nos dentes, mas deve haver um cuidado com o excesso de resina para que não dificulte a higienização.
Em relação à higienização é necessário lembrar que a contenção impede a passagem livre do fio dental. Será necessário o uso de um passa-fio, o uso de um fio dental encerado ou com ponta rígida (como o superfloss, por exemplo) para conduzir o fio entre os dentes e por baixo da contenção.
Imagem: Ortodontista.net

A limpeza daquela parte do dente que fica mais próxima à gengiva é fundamental para a prevenção de gengivite e outros problemas periodontais (relacionados à gengiva e osso da região destes dentes). Por outro lado esta contenção reta é bem mais confortável para o paciente pois fica bem junta aos dentes. 

Contenção Ortodôntica Ondulada - Higiênica
 


A contenção ondulada, também chamada de contenção higiênica, foi desenvolvida para permitir a passagem do fio dental sem a necessidade do passa-fio. Ela também é confeccionada com fio de aço ortodôntico, mas com um desenho ondulado em que o fio dental consegue descer em direção à gengiva nos intervalos entre os dentes.
Entretanto, esta contenção higiênica pode ser menos confortável que a contenção reta tradicional pois seu desenho ondulado pode incomodar a língua.
Estudos mostram que a contenção ondulada pode reter mais resíduos de alimentos que a reta, tendendo a inflamar mais a gengiva.

Comparação ente contenção convencional 3x3 e contenção modificada
  
Um interessante artigo publicado pela Dental Press mostrou a comparação, do posto de vista de saúde gengival, os dois tipos de contenção. Quinze voluntários primeiramente utilizaram a contenção tradicional por seis meses.
Após um intervalo de quinze dias, foi instalada a contenção modificada, utilizada pelo mesmo período de tempo. Antes de cada fase os voluntários passaram por uma boa limpeza dos dentes (raspagem e alisamento radicular) e orientação de higiene bucal. 
Ao final de cada fase os seguintes parâmetros foram avaliados: 
Índice de placa bacteriana, índice de cálculo dentário (tártaro) e questões relacionadas à saúde gengival. 
Além disso, foi realizada a mensuração do cálculo no fio da contenção e todos os voluntários responderam a um questionário sobre a utilização, aceitação e conforto dos dois tipos de contenções. 





Resultados e Conclusões da pesquisa
  1. O índice de placa e o índice gengival foram maiores para a contenção modificada, nas faces linguais e proximais, ou seja, lado interno e entre os dentes.  
  2. O índice de tártaro (cálculo dentário) ao longo do fio também foi maior para a contenção modificada. 
  3. Todos os voluntários relataram que a contenção convencional foi mais confortável na utilização. 
  4. Concluiu-se que a contenção convencional apresentou melhores resultados que a contenção modificada, de acordo com parâmetros periodontais estabelecidos, principalmente por acumular menos resíduos.

Importância do uso da contenção fixa
O risco de perda do alinhamento dos dentes anteriores inferiores é alto. Por isso o uso de uma contenção fixa, reta ou ondulada, é muito importante.
tempo da fase de contenção também é outro tópico polêmico, pois a literatura especializada preconiza uma série de protocolos diferentes para cada autor. Estabilizar os resultados do tratamento por um longo período pode ser mais difícil do que colocar os dentes na posição ideal. Devido a isso, é importante que o paciente esteja consciente que seguir as recomendações sobre uso das contenções seja tão importante.
Mas afinal, por quanto tempo deve-se usar a contenção? A ortodontia trabalha com metas e não com prazos. Depende da dificuldade de cada caso e de variáveis que nem sempre estão ao alcance do ortodontista (interposição de língua, tonicidade muscular, hábitos inadequados, alterações respiratórias, crescimento, entre outros). Após o tratamento ativo, a meta é manter os dentes em posição até que não haja mais ativação celular para movimentá-los.
Em pacientes adultos, costumo manter a contenção removível em uso contínuo (dia e noite) por no mínimo um ano e mais um ano somente no período noturno. Mas isto também não é regra, depende de cada caso. Quanto aos dentes inferiores, mantemos a contenção fixa colada na parte interna dos dentes da frente, que é uma das regiões mais instáveis da oclusão (mordida), preferencialmente por tempo indeterminado.
O paciente deve ser avaliado de forma individual e deve ser informando sobre os possíveis riscos x benefícios da remoção da contenção fixa para que, junto ao ortodontista, seja tomada a melhor decisão.



Fonte: Ortodontista.net. Artigo SHIRASU, B. K.; HAYACIBARA R. M.; RAMOS, A. L. Comparação de parâmetros periodontais após utilização de contenção convencional 3×3 plana e contenção modificada. R Dental Press Ortodon Ortop Facial v. 12, n. 1, p. 41-47, jan./fev. 2007.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Contenção Ortodôntica: por que devo usar?


O tratamento ortodôntico, com aparelhos fixos ou removíveis, é dividido em duas etapas: fase ativa, durante a movimentação dos dentes, e fase passiva, durante o período da contenção. Os pacientes não recebem alta total logo ao remover o aparelho, seja ele fixo ou removível. Mesmo após o final do tratamento o paciente deve retornar de forma periódica ao ortodontista até que os dentes estejam totalmente consolidados no osso do paciente. Este período é chamada de Fase de Contenção.
Durante esse período de acompanhamento é recomendado que o paciente use um aparelho móvel e/ou uma contenção fixa, que ajudará os dentes a se estabilizarem no novo posicionamento conquistado com o aparelho ortodôntico.
Contenção Superior
Na maxila (arco dentário superior), a contenção mais comumente utilizada é uma placa removível confeccionada com acrílico, sustentada por segmentos de fio ortodôntico de grosso calibre (conhecida como Placa de Hawley). O paciente deve seguir rigorosamente as orientações do ortodontista, quanto ao modo e tempo de uso da sua contenção. Além disso, deverá dedicar alguns cuidados especiais no que diz respeito ao seu armazenamento e higiene.
  

O tempo necessário de uso do aparelho de contenção removível (aparelho móvel) pode variar de paciente para paciente, dependendo da dificuldade do caso, da idade do paciente, entre outros fatores. Normalmente o aparelho móvel é usado nos 12 meses iniciais de forma continua (24 horas por dia) sendo removido apenas para a alimentação e higienização do paciente, e por mais 12 meses com uso exclusivamente noturno.
Contenção Inferior
Na mandíbula (arco dentário inferior), a contenção mais utilizada é fixa e é conhecida como 3x3, assim chamado por ser colada nos 6 dentes da frente, 3 do lado direito e 3 do lado esquerdo. Este dispositivo é confeccionado com fio ortodôntico o qual é contornado e colado à superfície interna dos dentes incisivos e caninos inferiores (ântero-inferiores).
 

No caso destas contenções fixas a orientação é mantê-la por 5 anos em média. Em alguns casos é possível removê-las bem antes, outros casos orientamos deixá-las por mais tempo. Cada paciente necessita de uma avaliação individual e deve ser pensado sobre os prós x contras da remoção da contenção fixa inferior. Porém, o paciente deve ser orientado pelo ortodontista que por se tratar de uma região de pouca estabilidade dentária o uso desse tipo de contenção por períodos maiores pode ser benéfico.
A higienização deste tipo de contenção deve ser muito criteriosa fazendo uso de escova dentária e fio dental, conforme orientação do seu ortodontista.  Caso ocorra o seu descolamento você deverá procurar o seu ortodontista imediatamente para que possa ser realizada sua recolagem.

Qual a importância dessa Fase de Contenção?

Após a remoção do aparelho fixo, os dentes apresentam um grande potencial de voltar à sua posição inicial. Dessa maneira as contenções serão os dispositivos que permitirão que os dentes se acomodem em sua nova posição enquanto existe uma renovação e maturação das fibras gengivais.
Não esqueça que somente o ortodontista poderá determinar o tempo que você irá utilizar as contenções, portanto siga as recomendações dadas por ele e vá periodicamente às consultas.

Após esta Fase de Contenção, o seu tratamento ortodôntico estará finalizado e com certeza você terá mil motivos para sorrir!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Aparelho com dentes de leite?




A correção dos dentes com aparelho ortodôntico se tornou um procedimento bem conhecido e comum, principalmente durante os últimos anos. Por muito tempo afirmou-se que a melhor época para "colocar aparelho" seria após terminar a troca dos dentes. Atualmente já é possível realizar o diagnóstico precoce e tratamentos preventivos podem ser iniciados por volta dos 4 ou 5 anos de idade.


Aparelho antes da troca dos dentes

O sorriso e a face como um todo são fundamentais para a aparência pessoal e interfere na vida social, afetiva, familiar e profissional. O tratamento precoce ajuda a evitar situações constrangedoras e brincadeiras pejorativas, comuns entre crianças e adolescentes.

A fase em que a criança ainda tem dentes de leite é o melhor período para iniciar o tratamento ortodôntico preventivo. A Ortodontia Pediátrica visa estimular o correto desenvolvimento das arcadas dentárias e do rosto em todo o seu potencial de beleza. Por volta dos 4 anos de idade conseguimos ver em radiografias se irá faltar espaço para os dentes que ainda não irromperam. Se for diagnosticado falta espaço para os futuros dentes permanentes, mordida cruzada ou outros problemas comuns, o uso de um aparelho apropriado é indicado para corrigir o problema o quanto antes, com o objetivo de evitar a necessidade de longos tratamentos com aparelho fixo no futuro e até mesmo extrações de dentes por falta de espaço.



Interferir no momento certo

Os problemas mais comuns que afetam a beleza do rosto e à mordida correta estão ligados à respiração incorreta, mastigação e deglutição inadequados, uso de chupeta e mamadeira, ranger e apertar de dentes. Ao realizar as funções de modo errado, durante anos consecutivos, a forma do rosto e da mordida é alterada. Sem cuidados na infância, haverá reflexos que irão se projetar negativamente no futuro.

As alterações no crescimento ósseo do rosto, apesar de serem perceptíveis na adolescência, podem ser evitadas ou minimizadas ainda na infância. Além disso, as modificações no rosto podem afetar a saúde geral e dificultar a fala e a pronúncia de alguns fonemas. A criança ou adolescente também pode sofrer transtornos psicológicos e baixa autoestima.



Em alguns casos, quando a anomalia é mais grave, podem ser necessárias mais de uma fase de tratamento. Mas a principal vantagem é que o diagnóstico pode ser feito de modo precoce, minimizando a intensidade das alterações e facilitando sua correção. Quanto antes as anomalias forem detectadas, maiores são as chances de corrigir o problema. Os pais ainda recebem orientações para se conscientizarem sobre os hábitos inadequados que devem ser eliminados do cotidiano da criança. Muitas vezes pode ser necessário o acompanhamento multidisciplinar em conjunto com o médico e com a fonoaudióloga.

Fonte: www.kohlerortofacial.com.br

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Metas e Reflexões para um Novo Ano



Paz na intimidade.
Compreensão na dor.
Paciência na provação.
Tolerância na convivência.




Caridade com todos.
Confiança em si mesmo.
Fé em Deus.
Entendimento em família.


Perdão das ofensas.
Calma na dificuldade.
Cumprimento do dever.
Alegria no trabalho.


Humildade no caminho.
Respeito aos outros.
Desprendimento na abundância.
Coragem na penúria.


Benevolência nas atitudes.
Ânimo na enfermidade.
Esperança na aflição.

Amor ao próximo.



FONTE: Vivendo o Evangelho - André Luiz / Antônio Baduy Filho.

sábado, 27 de setembro de 2014

Aprenda a tirar a mamadeira e evitar cárie nos bebês

O hábito deve ser removido o quanto antes para evitar prejuízos na fala, deglutição e até simetria da face



Hoje em dia é comum ver crianças tomando mamadeira desde muito cedo ou ainda prolongando esse hábito por anos. Porém, além de ser uma das grandes responsáveis pela incidência de cárie, a mamadeira pode ser tornar um problemão na hora de ser substituída pelo copo. 

Ao tomar bebidas doces na mamadeira, como leite com açúcar, achocolatados e até suco de caixinha, a criança tem grandes chances de desenvolver cárie (também conhecida como cárie de mamadeira). O que agrava ainda mais o cenário é quando há o hábito da mamadeira para dormir. Isso porque, dificilmente a mãe consegue higienizar a boca do filho com perfeição por ele estar sonolento.

O uso prolongado da mamadeira pode alterar o funcionamento de alguns músculos e comprometer funções como engolir, falar e respirar e também a simetria da face. O grande problema é a forma e tamanho do bico, que podem alterar a posição da língua, desenvolvimento da musculatura da boca e formato das arcadas dentárias (que afeta diretamente na posição dos dentes). Mesmo os bicos chamados ortodônticos podem interferir meste desenvolvimento.
Foto: S. Borisov / Shutterstock
 Ao tomar bebidas doces na mamadeira, como leite com açúcar, achocolatados e até suco de caixinha, a criança tem grandes chances de desenvolver cárie. Foto: S. Borisov / Shutterstock

Truques para fazer a troca
No caso da mãe já ter introduzido a mamadeira na rotina da criança, é importante começar o processo de troca por copo o quanto antes. “À medida que o hábito se prolonga, maiores são os prejuízos para a criança e mais difícil será sua remoção”, afirma Rosana de Fátima Possobon, coordenadora do Cepae (Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais) da UNICAMP.

Uma preocupação que atrapalha os pais nessa fase é acreditar que tirando a mamadeira de seus filhos eles não vão mais querer tomar leite. Ou então, que vão sofrer demais caso essa mudança seja forçada. Com isso, os próprios pais já passam insegurança e incerteza para a criança, tornando o ritual mais dramático. 

“As crianças tendem a adaptar-se mais rápido e melhor a novas situações do que os próprios pais. Por isso, a primeira regra de sucesso dessa missão é os pais estarem seguros e confiantes de que estão fazendo a coisa certa para poderem passar isso para a criança”, diz Rosana. Porém, a especialista afirma que é bom evitar fazer essa troca na mesma época em que a criança estiver passando por alguma situação nova e/ou estressante, como a separação dos pais, o nascimento de um irmãozinho ou mudança de escola. 



   

10 dicas 

- Converse bastante com a criança para que ela possa entender as razões do porquê a troca precisa ser feita. 
- Reforce o comprometimento de largar a mamadeira com um presente ou um passeio agradável com a família. 
- Evite levar a mamadeira para passeios. 
- Exija que na hora das brincadeiras a mamadeira seja deixada de lado.
- Reduza o número de mamadeiras que a criança possui. 
- Troque a mamadeira por copos coloridos e divertidos. 
- Para a criança que tem o costume de tomar a mamadeira sentada, vá aumentando o furo do bico aos poucos. 
- Incentive a criança a tomar o leite na mesa e no copo junto e igual o papai e a mamãe.
- Diga que precisa que a criança tire a mamadeira da boca quando vai falar com você, pois, do contrário, você não consegue entendê-la. 
- Enfatize o quanto a criança fica mais bonita quando toma leite no copo.

Nossa sugestão

É fato que conforme a criança vai ficando mais velha, mais difícil esta retirada devido ao apego sentimental com a mamadeira, em outras palavras, poderá ser um processo mais sofrido para a criança deixá-la com a mamadeira por mais tempo. Inicie a retirada da mamadeira a partir de 1 ano de idade. A transição deve ser feita com bastante cautela. Sugerimos substituir a mamadeira tradicional pelos copos de treinamento, com bicos de silicone (similares aos bicos das mamadeiras tradicionais), assim a criança não sentirá tanta diferença entre as mamadeiras. A textura é a mesma e a criança tende a se adaptar rapidamente nesta idade.
Bico lateralizado


Copo de transição

Os copos de transição têm o bico lateralizado, como na foto.
  
Este modelo de bico minimiza os possíveis danos que a mamadeira tradicional causaria. O copo de transição pode ser usado até os 3 anos de idade ou até que a criança esteja bem adaptada. Ainda está com dúvidas? Estamos aqui para orientá-los, venham conversar conosco. 

Fonte: Dra Luciana Belomo Yamaguchi e Terra.com.br